Uma História Sobre Investimento de Longo Prazo

  • Em 1986, durante o Plano Cruzado, a Bahema identificou uma oportunidade de investimento no setor bancário brasileiro
  •  Alguns dos principais bancos listados à época eram Itaú, Bradesco, Unibanco, Bamerindus, Econômico e Nacional
  • O investimento em ações não era o principal negócio da Bahema, mas seus administradores entendiam que deveriam ser relevantes no capital de suas (poucas) investidas; essa premissa era ainda mais válida no caso de um banco
  • Na época, Itaú e Bradesco já eram relativamente grandes (valor de mercado em torno de US$ 200 milhões) e, dentre os bancos médios, o Unibanco (valor de mercado em torno de US$ 50 milhões) parecia a melhor opção
  • Os administradores da Bahema já conheciam e admiravam os controladores do Unibanco e acreditavam que o banco sobreviveria a mais um plano econômico
  • Entre 1986 e 1988, a Bahema comprou cerca de 5% do capital do Unibanco
  • Em 1995, a Bahema passou a deter um assento no conselho de administração do Unibanco
  • Em 1997, por sugestão da Bahema, os controladores do Unibanco criaram uma holding ilíquida para manter o controle do banco ao longo do processo de consolidação do setor; a Bahema e outros acionistas minoritários relevantes migraram sua posição para esse veículo
  • Em 2008, quando o Itaú adquiriu o Unibanco, a Bahema teve sua posição avaliada em aproximadamente US$ 400 milhões, ou 160x o capital inicialmente investido –  isso sem considerar os relevantes proventos recebidos no período; estimamos que esse investimento rendeu acima de 50% ao ano em dólares
  • Entre 2009 e 2010, alguns acionistas controladores da Bahema decidiram investir parte dos recursos provenientes da venda da posição de Unibanco nos fundos Teorema